terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Trabalho e lazer como Colcha de Retalhos .


O desenvolvimento da habilidade vocal direcionada à cena foi a ênfase de hoje. Voltamos a usar a Casa de Cultura Mário Quintana , pois estava ficando difícil para a Jana voltar tarde para a casa. Apesar da centralidade do local nosso horário ficou mais restrito, já que dificilmente conseguimos nos reunir antes das 19:30 e a Casa de Cultura fecha às 21 horas.
Começamos com um exercício de rolamento visando uma descontração muscular. Aproveitei o momento para repassar a noção de níveis e variações de velocidade.
Fizemos um sucinto aquecimento vocal (o suficiente para não se machucar, deixando a voz mais disponíveis as possíveis modulações). Depois disso cada um cantava um trecho de uma música e todos repetiam.
A parte seguinte serviu para resgatar a poesia que havíamos escolhidos outrora e também a relação com o objeto de cada um. O propósito disso era mesclar o texto com uma seqüência de ações adotadas através do estímulo com o objeto e seu possível uso. Dessa vez o trabalho foi em dupla: uma fazia a seqüência e o outro lia o texto. Ficou interessante, mas o ideal seria que cada um memorizasse o próprio texto.
Acabando nosso tempo dentro da Casa de Cultura fomos a um bar tomar uma cervejinha e organizar os relatos pendentes. A Paula ficou responsável por digitá-los. Realmente não é a toa que atribuem a manifestação teatral a Baco. Todo mundo sabe o quanto o teatro é sério para mim, mas uma descontraída etílica cai bem a qualquer grupo.

OBS: Esqueci de dizer; quebramos o recorde! Acertamos os Escravos de Jô quase de primeira, mas saiu direitinho na terceira.

Escrito por Gyan Celah .

domingo, 25 de janeiro de 2009

Retomada dos exercícios .



Neste domingo retomamos alguns exercícios que foram feitos na semana , o Gyan repassou para Paula o jogo do espelho que ele adaptou de uma forma diferente , o jogo consiste em vc interagir com os colegas somente com o olhar. Eu e a Janaina já havíamos feito o jogo mas a Paula não pois faltou no dia em que o gyan passou este exercício pela primeira vez. Começamos o encontro com escravos de Jó , e na terceira vez já acertamos , depois fizemos alongamentos e o gyan começou a nos ensinar a dança dos ventos que é um passo simples mas que todos tiveram dificuldades fiquei estremamente cansado , o gyan faziam muitas observações de correção o que me inrritou um pouco , mas logo passamos para o próximo exercício que era o jogo do olhar oqual mencionei acima e do jogo do olhar fomos direto para improvisações o dia foi bem produtivo e rendeu bastate , a colcha de retalhos esta melhorando a cada dia .

Escrito por Lucas Schmitt .

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Encontro .


Nesse dia o encontro foi na casa dos guris . Atrasamos um pouco esperando a Paula, e como ela estava demorando resolvemos começar.
Iniciamos com os Escravos de Jó, não sei o que aconteceu nesse dia, nada dava certo, e ficou muito engraçado, porque já estávamos ali a mais de meia hora tentando fazer uma coisa que já tínhamos feito e sempre deu certo, o grau de dificuldade aumentou de 3 para 4 não sei se foi isso, talvez fosse. Só sei que depois de inúmeras tentativas finalmente conseguimos.
Continuamos com o aquecimento e depois, eu e o Lucas ficamos um de frente para o outro, olho no olho como se não existisse nada na nossa volta, como se o mundo tivesse parado e só existíssemos nós dois ali naquele momento. Tínhamos que nos concentrar até sentirmos um puxando o outro ou empurrando, só com o olhar. Muito louco, mas muito bom.
Interessante a sintonia que nós estávamos, eu senti muito o Lucas me puxando e me empurrando, não precisou de nenhum movimento, nenhum son, nenhuma expressão, ele não expressou nem com o olho, nada , absolutamente nada só nos concentramos um no olho do outro. E para terminar fizemos novamente os Escravos de Jó.

Escrito por Janaina Melo .

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ensaio .


Frente ao grupo estar com um componente a menos (a Jú), encontramos algumas dificuldades para a realização dos exercícios. Contudo, conseguimos vencer as dificuldades com muita força de vontade. A cada encontro conseguimos a dar um passo para frente, estamos no processo de desenvolvimento subjetivo e coletivo, o que particularmente me acalma.
Já definimos qual a peça de teatro que vamos montar; chama-se Escravos de Jó” de Carlos Carvalho, foi paixão a primeira leitura. Essa decisão foi muito positiva para o grupo, afinal, traçou nossos novos caminhos e objetivos.
Nesse encontro do dia 20 de janeiro de 2009 fizemos vários exercícios em grupo e individualmente, o mais interessante foi o do objeto. Com esse exercício começamos a trabalhar a partitura, consistia em cada integrante do grupo pegar o objeto pessoal que escolheu e começar a ver as inúmeras possibilidades que este poderia exercer. Tínhamos liberdade para imaginar, criar e transcender a utilização de sua função para que se destina. Após esgotarmos as nossas possibilidades, as apresentamos para o grupo (o que foi muito divertido). Enfim, todos esses “jogos” me remetem a uma parte de mim que estava esquecida.

Escrito por Paula Fontoura .

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Ensaio .


Nosso encontro foi no salão de festas no nosso edifício. Foi a nossa primeira atividade prática depois da saída da Juliana.
Embora tenha tentado incrementar a proposta de exercício com músicas e elementos lúdicos (balões), acho que o desenvolvimento geral deixou a desejar.
Propus uma expressão corporal livre estimulada pela música. A pesar de parecerem bem à vontade, não creio que consegui conduzi-los a uma exploração eficiente de níveis de altura, tampouco uma diferenciação de estado físico. Mas como um todo, a expressão foi válida.
Em seguida trabalhamos com balões. A primeira proposta era perceber a relação do fôlego com a posição do corpo (deitado, sentado e em pé). Depois, uma brincadeira individual de equilíbrio com balões com diferentes partes do corpo se transformando em um desafio coletivo de manter no ar maior número possível de balões.
Em seguida trabalhamos fizemos uma competição. Cada um tinha um balão que representava seu bicho de estimação. Numa feira de animais deveriam passar por uma pista imaginária.
Conforme comentei outro dia, pensava em trabalhar com partitura. Tentei aproveitar os balões para iniciar a investigação das ações físicas. Sugeri 3 verbos; bater, torcer e acariciar. Acho que não fui claro o suficiente, ou talvez tenha me precipitado no modo escolhido para começar. Não me convenci que realmente se permitiram explorar a relação com o objeto. Havia uma semelhança muito grande com a intensidade de manuseio, bem como uma mesma seqüência de repetições usada por todos em todas as ações.
A última atividade prática foi à única que participei diretamente. Consistia em fixar papeis as costas dos colegas e escrever neles adjetivos e substantivos que defendessem as qualidades agradáveis e desagradáveis. Isso me pareceu muito importante, pois nos permitiu saber nosso ponto de vista em relação ao outro e vice-versa.
Antes de ler o texto “Escravos de Jó” de Carlos Carvalho, conversamos sobre o dia. Manifestei a todos minha insatisfação e o quanto me via responsável por ela. Tem sido um desafio trabalhar com amigos buscando uma certa profissionalidade sem adotar uma postura autoritária.
Não quero o posto de líder, nem acho que ele deva existir. Mas querendo ou não enquanto eu estiver responsável pela elaboração das propostas estarei ditando o caminho a ser seguido.

Escrito por Gyan Celah .

sábado, 10 de janeiro de 2009

Reestruturando a Colcha de Retalhos .


O encontro do dia 10 de janeiro de 2009 não foi exatamente um “ensaio”, ou melhor, o desenvolvimento teatral do grupo. Particularmente, esse encontro foi muito decisivo para o grupo traçar suas metas e se reestruturar.
Foi o momento em que cada integrante pode abrir-se completamente, expondo suas idéias, descontentamentos, dizendo do que gosta, do que gostaria de modificar, etc. Verdadeiramente, foi o encontro em fomos mais sinceros sobre nossas expectativas e frustrações em relação ao grupo. Enfim, finalmente acredito que a gosma foi embora graças a Deus!
Agora eu vejo esperança do grupo prosseguir na sua estrada e evoluir conforme o seu empenho e dedicação. A poeira levantada e a faxina geral que fizemos serviu para mudar o rumo que estávamos tomando e conseguir “andar” na realidade em busca de nossos sonhos e objetivos.

Escrito por Paula Fontoura .

domingo, 7 de dezembro de 2008

Turbulencias no colcha .


Neste domingo eu e o Gyan chegamos e a Janaina já nos aguardava na Casa de Cultura Mario Quintana , na semana anterior o grupo havia combinado de que todos deveriam ler os contos de Simões Lopes Neto para que neste domingo pudéssemos escolher um dos contos que começaríamos a trabalhar para montagem de uma peça , mas eu havia lido somente um dos inúmeros contos , o qual se chamava ( No manantial ) , era um conto muito forte , bonito e triste eu fiquei muito empolgado em montalo sem nem ao menos ler os outros contos . Quando chegamos a CCMQ fui falar com a Janaina sobre o conto que eu havia lido , e perguntei quais os contos ela havia lido , mas ela por sua vez não havia lido conto algum e quando a ju (juliana ) chegou esta também não havia lido nada , foi super frustrante mas dei o meu texto para elas lerem e podermos dar continuação no trabalho do grupo , mas quando elas terminaram de ler o Gyan achou que deveríamos todos lermos uma outra hitorias do livro pois assim teríamos outras opçãoes de montagens e assim já iríamos acumulando informaçõs sobre o autor juntamente com outras bagagens culturais a qual a leitura proporciona , eu não gostei da idéia porque queria começar a montagem de ( No manantial ) imediatamente e também por pura preguiça de ler outros contos , foi feita uma votação na qual todos optaram por ler outros contos , e tive de aceitar , mas quando começamos a ler foi horrível pois estava muito quente e todos estavam se arrastando na leitura , quando a leitura terminou eu não havia entendido nada e contei vantagem por haver dito desde o principio que não deveríamos ler outros textos porque não iria dar em nada , o Gyan se exaltou e disse que mesmo que não desse em nada , tínhamos a obrigação de como um grupo de teatro que promove a cultura , ler e nos interessarmos mais pelo que queríamos fazer , e não sermos tão superficiais , neste momento já estávamos no final do encontro , então encerramos e marcamos um novo encontro .
No meu ponto de vista não proveitamos em nada este momento que deveria ser tão especial , justamente porque nós mesmos escolhemos isto , que é estar neste local e com estas pessoas . Depois deste dia a Ju ( Juliana ) não voltou mais ao grupo mas avisou que não iria mais fazer parte do Colcha de Retalhos pois este ano as prioridades dela seriam outras , o grupo entendeu a posição dela e continua tocando em frente com o nosso trabalho , mesmo com a perda deste pedacinho de retalho tão importante para nós , mas tenho plena confiança que com um pouco mais de empenho e vontade , o colcha de retalhos ira pouco a pouco alcançar seus objetivos .

Escrito por Lucas Schmitt .