quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Ensaio .


Nosso encontro foi no salão de festas no nosso edifício. Foi a nossa primeira atividade prática depois da saída da Juliana.
Embora tenha tentado incrementar a proposta de exercício com músicas e elementos lúdicos (balões), acho que o desenvolvimento geral deixou a desejar.
Propus uma expressão corporal livre estimulada pela música. A pesar de parecerem bem à vontade, não creio que consegui conduzi-los a uma exploração eficiente de níveis de altura, tampouco uma diferenciação de estado físico. Mas como um todo, a expressão foi válida.
Em seguida trabalhamos com balões. A primeira proposta era perceber a relação do fôlego com a posição do corpo (deitado, sentado e em pé). Depois, uma brincadeira individual de equilíbrio com balões com diferentes partes do corpo se transformando em um desafio coletivo de manter no ar maior número possível de balões.
Em seguida trabalhamos fizemos uma competição. Cada um tinha um balão que representava seu bicho de estimação. Numa feira de animais deveriam passar por uma pista imaginária.
Conforme comentei outro dia, pensava em trabalhar com partitura. Tentei aproveitar os balões para iniciar a investigação das ações físicas. Sugeri 3 verbos; bater, torcer e acariciar. Acho que não fui claro o suficiente, ou talvez tenha me precipitado no modo escolhido para começar. Não me convenci que realmente se permitiram explorar a relação com o objeto. Havia uma semelhança muito grande com a intensidade de manuseio, bem como uma mesma seqüência de repetições usada por todos em todas as ações.
A última atividade prática foi à única que participei diretamente. Consistia em fixar papeis as costas dos colegas e escrever neles adjetivos e substantivos que defendessem as qualidades agradáveis e desagradáveis. Isso me pareceu muito importante, pois nos permitiu saber nosso ponto de vista em relação ao outro e vice-versa.
Antes de ler o texto “Escravos de Jó” de Carlos Carvalho, conversamos sobre o dia. Manifestei a todos minha insatisfação e o quanto me via responsável por ela. Tem sido um desafio trabalhar com amigos buscando uma certa profissionalidade sem adotar uma postura autoritária.
Não quero o posto de líder, nem acho que ele deva existir. Mas querendo ou não enquanto eu estiver responsável pela elaboração das propostas estarei ditando o caminho a ser seguido.

Escrito por Gyan Celah .

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