quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Encontro .


Nesse dia o encontro foi na casa dos guris . Atrasamos um pouco esperando a Paula, e como ela estava demorando resolvemos começar.
Iniciamos com os Escravos de Jó, não sei o que aconteceu nesse dia, nada dava certo, e ficou muito engraçado, porque já estávamos ali a mais de meia hora tentando fazer uma coisa que já tínhamos feito e sempre deu certo, o grau de dificuldade aumentou de 3 para 4 não sei se foi isso, talvez fosse. Só sei que depois de inúmeras tentativas finalmente conseguimos.
Continuamos com o aquecimento e depois, eu e o Lucas ficamos um de frente para o outro, olho no olho como se não existisse nada na nossa volta, como se o mundo tivesse parado e só existíssemos nós dois ali naquele momento. Tínhamos que nos concentrar até sentirmos um puxando o outro ou empurrando, só com o olhar. Muito louco, mas muito bom.
Interessante a sintonia que nós estávamos, eu senti muito o Lucas me puxando e me empurrando, não precisou de nenhum movimento, nenhum son, nenhuma expressão, ele não expressou nem com o olho, nada , absolutamente nada só nos concentramos um no olho do outro. E para terminar fizemos novamente os Escravos de Jó.

Escrito por Janaina Melo .

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ensaio .


Frente ao grupo estar com um componente a menos (a Jú), encontramos algumas dificuldades para a realização dos exercícios. Contudo, conseguimos vencer as dificuldades com muita força de vontade. A cada encontro conseguimos a dar um passo para frente, estamos no processo de desenvolvimento subjetivo e coletivo, o que particularmente me acalma.
Já definimos qual a peça de teatro que vamos montar; chama-se Escravos de Jó” de Carlos Carvalho, foi paixão a primeira leitura. Essa decisão foi muito positiva para o grupo, afinal, traçou nossos novos caminhos e objetivos.
Nesse encontro do dia 20 de janeiro de 2009 fizemos vários exercícios em grupo e individualmente, o mais interessante foi o do objeto. Com esse exercício começamos a trabalhar a partitura, consistia em cada integrante do grupo pegar o objeto pessoal que escolheu e começar a ver as inúmeras possibilidades que este poderia exercer. Tínhamos liberdade para imaginar, criar e transcender a utilização de sua função para que se destina. Após esgotarmos as nossas possibilidades, as apresentamos para o grupo (o que foi muito divertido). Enfim, todos esses “jogos” me remetem a uma parte de mim que estava esquecida.

Escrito por Paula Fontoura .