domingo, 7 de dezembro de 2008

Turbulencias no colcha .


Neste domingo eu e o Gyan chegamos e a Janaina já nos aguardava na Casa de Cultura Mario Quintana , na semana anterior o grupo havia combinado de que todos deveriam ler os contos de Simões Lopes Neto para que neste domingo pudéssemos escolher um dos contos que começaríamos a trabalhar para montagem de uma peça , mas eu havia lido somente um dos inúmeros contos , o qual se chamava ( No manantial ) , era um conto muito forte , bonito e triste eu fiquei muito empolgado em montalo sem nem ao menos ler os outros contos . Quando chegamos a CCMQ fui falar com a Janaina sobre o conto que eu havia lido , e perguntei quais os contos ela havia lido , mas ela por sua vez não havia lido conto algum e quando a ju (juliana ) chegou esta também não havia lido nada , foi super frustrante mas dei o meu texto para elas lerem e podermos dar continuação no trabalho do grupo , mas quando elas terminaram de ler o Gyan achou que deveríamos todos lermos uma outra hitorias do livro pois assim teríamos outras opçãoes de montagens e assim já iríamos acumulando informaçõs sobre o autor juntamente com outras bagagens culturais a qual a leitura proporciona , eu não gostei da idéia porque queria começar a montagem de ( No manantial ) imediatamente e também por pura preguiça de ler outros contos , foi feita uma votação na qual todos optaram por ler outros contos , e tive de aceitar , mas quando começamos a ler foi horrível pois estava muito quente e todos estavam se arrastando na leitura , quando a leitura terminou eu não havia entendido nada e contei vantagem por haver dito desde o principio que não deveríamos ler outros textos porque não iria dar em nada , o Gyan se exaltou e disse que mesmo que não desse em nada , tínhamos a obrigação de como um grupo de teatro que promove a cultura , ler e nos interessarmos mais pelo que queríamos fazer , e não sermos tão superficiais , neste momento já estávamos no final do encontro , então encerramos e marcamos um novo encontro .
No meu ponto de vista não proveitamos em nada este momento que deveria ser tão especial , justamente porque nós mesmos escolhemos isto , que é estar neste local e com estas pessoas . Depois deste dia a Ju ( Juliana ) não voltou mais ao grupo mas avisou que não iria mais fazer parte do Colcha de Retalhos pois este ano as prioridades dela seriam outras , o grupo entendeu a posição dela e continua tocando em frente com o nosso trabalho , mesmo com a perda deste pedacinho de retalho tão importante para nós , mas tenho plena confiança que com um pouco mais de empenho e vontade , o colcha de retalhos ira pouco a pouco alcançar seus objetivos .

Escrito por Lucas Schmitt .

domingo, 30 de novembro de 2008

Mais um dia de Colcha .

Depois do aquecimento que já é rotina do grupo deitamos no chão, e imos rolando e se desenrolando ao mesmo tempo, fizemos isso algumas vezes. Em seguida, fizemos uma brincadeira parecida de pegar, a diferença é que uma parte do corpo era tocada pelo colega esta era a parte que tínhamos que tentar tocar no colega.
A seguir, ficamos numa roda e um colega fazia um movimento que queria, o outro colega só ia obedecendo, a próxima etapa era esse colega que obedecia os movimentos do outro fazia o que tinha feito nele e acrescentava mais algum movimento, e assim sucessivamente. Por fim, ia um de cada vez e fazia um movimento e os demais (um de cada vez) ia se encaixando junto aos outros formando um objeto, no final ficou bem bacana.

Escrito por Janaina Melo .

domingo, 23 de novembro de 2008

encontro colcha de retalhos .


Tinha tudo para ser um domingo como os outros , mas aquele, não sei, não tava legal... deu tudo errado. Fizemos um aquecimento inicial, em seguida tínhamos que caminhar em círculo como se estivéssemos na rua com várias pessoas que encontrávamos durante o dia. Então, o Gyan ia dizendo como era para nós demonstrar os nossos sentimentos com aquelas pessoas. Sentimentos de raiva, de amor, de carinho, de saudade, e daí por diante.
Depois partimos para a parte mais difícil, “o improviso” em que cada um de nom narrávamos um acontecimento da peça, e os demais iam interpretando só com movimentos corporais. Logo em seguida, cada um fazia sozinha uma cena, como imaginava tudo só com movimentos corporais.
Em seguida, ficamos em dupla enquanto um tocava no outro e o outro ia fazendo um som. Conversamos muito sobre tudo que aconteceu nesse dia que não foi muito bacana.

Escrito por Janaina Melo .

domingo, 16 de novembro de 2008

Encontro do colcha .

Era para ser um domingo como os outros, mas foi bem diferente. Começando estava frio e chovendo, ao invés de fazermos o nosso encontra à tarde fizemos de manhã. Deu uma preguiça de levantar cedo no domingo. Mas foi só no início, pois se faz o que se gosta não existe nada que impeça, nem uma chuva e muito menos um frio.
Estávamos lá no local e horário marcado, eu cheguei, logo chegou o Gy e o Lucas e não demorou muito a Paula chegou. Esperamos pela Jú, ela não veio, então resolvemos ir para o gasômetro porque a Casa de Cultura Mário Quintana estava fechada.
Ficamos no terraço, um espaço bem bacana e como era de manhã não tinha muito movimento. Começamos fazendo uns aquecimentos, depois partimos para a prática, que era improvisar alguma cena do texto A moça tecelã. Cada um de nós tinha que interpretar do modo que imaginava a rotina da moça (desde a hora em que ela acordava, o que fazia durante o dia, isso por várias vezes como se fosse vários dias seguidos )
Eu acho que foi bom, mesmo achando o improviso a parte mais difícil, mas também muito importante, por que colocamos em prática a nossa imaginação (o que na teoria é uma coisa e na prática é outra) é bem complexo, mas no final acabou tudo certo.
Depois conversamos um pouco, de manhã os encontros parecem passar mais rápido. Então, temos que aproveitar cada segundo, as horinhas que passamos juntos, para cada vez aprendermos mais e a lidar com algumas dificuldades.
Nos despedimos e fomos embora. Estava louca que passasse logo aquela semana para que chegasse domingo novamente e estar ali. O que posso dizer é que tudo isso esta sendo muito bom para mim e estou muito animada e feliz.

Escrito por Janaina Melo .

domingo, 9 de novembro de 2008

Ensaio do Colcha .


Faço esse relato desse dia com grande atraso, portanto, não prometo riqueza de detalhes. Contudo, alguns momentos desse dia são para nosso registro.
A casa de cultura Mário Quintana estava fechada, então fizemos nossas atividades ali mesmo na Rua dos Cataventos. Depois do alongamento propus como quebra-gelo subir e descer em tempos variados. Lembro que tive dificuldade em explicar como deixar fluido o movimento sem estancar em poses. Em seguida, fizemos o jogo do platô, importante para que os atores tenham uma noção estética de distribuição espacial em cena.
Esse foi o primeiro dia que trabalhos improvisação sobre o texto da Marina Colassant (A moça tecelã). O grupo optou pelo trecho final. A Jana fazia a moça acordando, indo pé por pé até o tear, representado por um trabalho conjunto do Lucas e da Paula. Eles fizeram de modo que ela tinha que sentar nos ombros do Lucas. Os cabelos da Paula eram os fios. A Jú, que fazia o homem, acordava assim que percebia o seu próprio desaparecimento. Ficou bem interessante.
No final conversamos sobre os propósitos do grupo. Fico lisonjeado de vê-los interessados em adquirir um caráter profissional, no entanto, a ânsia de alcançar esse nível pode ser uma grande armadilha.

Escrito por Gyan Celah .

domingo, 2 de novembro de 2008

Mais um dos encontros na Colcha de Retalhos .


O grupo colcha de retalhos é um grupo de teatro amador a maioria de seus integrantes nunca teve um contato com o teatro anteriormente. É tudo muito novo, é um mundo que estamos começando a desbravar, a conhecer e a gostar. Claro que esse contato é realizado através de uma pessoa muito importante para o grupo e que possui uma ligação íntima com o teatro que é o Gyan (nosso professor e orientador). Ele é quem vai nos guiando por esse mundo que é tão novo para nós.
Em todos os nossos encontros existe um ritual, como em qualquer grupo. Primeiro nós fazermos um alongamento, como de costume que propôs esse dia foi a Gy. Logo em seguida, fizemos alguns exercícios que ajudam a explorar nossa subjetividade, a lidar com nossas dificuldades, a trabalhar em grupo e até mesmo perder a vergonha e o medo. Em seguida, passamos para o encerramento, que consiste em cantar uma música que normalmente o Gyan nos apresenta. E finalmente, fazemos um círculo de mãos dadas e escolhemos uma palavra que significa uma proposta, idéia ou um sentimento que um componente do grupo ou todos querem expressar.
Particularmente, eu adoro os exercícios em grupo, pois além de serem muito divertidos exploram sensações novas. Acredito que é através deles que temos um contato maior com nossa subjetividade, abrindo portas que libertam milhões de sentimentos, impressões e emoções trancadas há muito tempo e outras que nem sabíamos que existia entro de nós.

Escrito por Paula Fontoura .

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

3º registro Colcha de Retalhos


Domingo 05 de outubro de 2008.

Um domingo ensolarado , tarde de primavera com cara de verão . e lá estavamos para nosso encontro dominical , só com um detalhe , era dia de eleições e a Casa de Cultura Mario Quintana estava fechada ! mas isso não nos impediu de nos reunirmos ali mesmo na rua .
Entao começamos nossa aula com alguns exercícios , uns conhecidos e outros novos , uns faceis outros com um certo grau de dificuldade mas nenhum impossivel .
Depois o Gyan e o Lucas leram um texto com o resumo das aulas antriores e sugeriram que cada domingo alguem resumisse a aula anterior , entao hoje é meu dia e aqui estou eu contando .
Depois fizemos mais exercícios e nos reunimos em duplas , a idéia era cada um contar para sua dupla sobre sua vida , seus projeto e oq espera do futuro e depois contavam para o grupo em voz alta oque tinham conversado um da vida do outro .
O meu par era o Lucas ! Eu conheço bem ele , entao nao tinha muitas novidades mas as que tinham eu fiquei muito feliz por ele e estou sempre torcendo , porque afinal graças a ele estamos aqui hoje , este projeto é idéia dele.
Quando todos ja haviam falado de seus par conversamos mais um pouco e fomos fazer algumas brincadeiras .
Começamos com o " Chefe Manda " , ficamos em fila e o que o primeiro fazia os demais tinham que repetir , depois fomos para rua de traz da Casa de Cultura , um lugar bem tranquilo . Fizemos o jogo do " Poste " que é bem legal , no jogo seguinte cada um tinha um numero , o Gyan falava o numero , a pessoa correspondente caia como se estivesse desmaiando e os demais colegas tinham que segurar esta pessoa , entao tinhamos de estar bem concentrados para aqualquer momento segurar o colega .
E para finalizar fizemos uma brincadeira muito dificil quase um suicidio , um colega ficava numa certa altura e os demais tinham que ficar em la em baixo segurando a pessoa que ia cair .
O Gyan foi o primeiro , deu tudo certo eu seria a segunda mas quando subi parecia muitomais alto do que parecia , fiquei com muito medo então desisti , nao tive coragem , a Ju foi e apesar do nervosismo ela pulou .
E assim nos despedimos , tiramos uma fotinho do grupo para recordação e fomos embora . tem mais um detalhe neste domingo recebemos a Kaka que agora ja faz parte do grupo .

terça-feira, 14 de outubro de 2008

2º Encontro da colcha


Porto alegre 28 setembro 2008
Nos encontramos no térreo da Casa de Cultura Mario Quintana , havia mais uma integrante no grupo a fran , gostei dela , escolhemos ensaiar novamente no jardim Lutzemberg , primeiro fizemos alguns alongamentos quando terminamos veio o jogo: pega-pega paralítico , consiste em um pegar os outros , e cada um que for pego deve permanecer estatua até que os outros que estão fugindo consigam tocar nele para que possa voltar para o jogo , e quem for pego três vezes começa a pegar , depois veio o jogo do bobo que fica um banco no meio e os outros bancos em volta formando um quadrado o bobo fica sentado no meio e os outros integrantes tem de trocar de lugar não deixando que o bobo seja mais rápido e tome seus lugares , se o bobo pegar o lugar de alguém essa pessoa vira o bobo , tínhamos combinado na aula anterior que cada um levaria uma historia que iria ser encenada na próxima aula então o gyan perguntou se todos tinham levado historia mas só a janaina e eu tínhamos levado ela tinha escolhido uma historia que todos podiam participar mas o gyan achou melhor cada um improvisar a sua alem disso cada um tinha que contar sua historia de um jeito diferente a janaina tinha que contar a historia somente com movimentos corporais , a fran tinha que contar a sua dançando e cantando , eu tive que contar minha historia com gramelo que é falar tudo numa língua inexistente , e a ju teve que contar a sua com sons foi bem legal acho que o grupo só tende a crescer estão dodos curtindo bastante .
Aos poucos a colcha vai crescendo .


Escrito por Lucas Schmitt

Registro do 1º Encontro do Grupo Colcha de retalhos


Porto Alegre 21 de setembro de 2008 .

Três pares de olhos confiavam em mim a proposta de atividades do primeiro encontro do grupo Colcha de Retalhos . Assim foi no saguão terreo da Casa de Cultura Mario Quintana , numa ensolarada tarde de domingo . A concretização dessa iniciativa foi o que definitivamente me convenceu da seriedade das intenções destes jovens que até entao mantinham apenas uma relação virtual . Estavam presentes Janaina Melo , Juliana quadros , Lucas Schmitt e eu Gyan Celah .
Houve uma apresentação dos interesses e motivações individuais , bem como um rapido relato das experiências de cada um com o meio artístico . De um modo geral podemos dizer que todos estão iniciando e possuem um contato superficial com a arte teatral . No entanto creio que o desejo de experimentar e o esforço para estar disponível , ainda que num domingo , são ingredientes fundamentais para um bom começo . Eu entre os demais componentes , nao passo de um irmão mais velho . Ciente de que há muito a aprender ofereço ao grupo minha pequena vivência enquanto teatreiro e almejo constituir junto aos demais essa " Colcha " .
Após o momento introdutório decidimos dar início a pratica . Lucas na função de idealizador do projeto , havia solicitado meu apoio. Procurei selecionar atividades de grau relativamente fácil , mas que proporcionesse princípios de atividade em grupo , rítmo , cadência e criação espontanea .
Fomos até o jardim Lutzemberger , começamos fazendo escravos de Jó com nossos calçados .
Houve uma notável e positiva evolução do processo, pois na versão final da brincadeira fizemos a sequência completa ! Depois desta propus aos colegas uma linha de fluxo de pensamento coletivo . Começamos com palavras . Cada um dizia a primeira palavra que lhe viesse a cabeça em relação a que o colega ao lado havia dito . Ainda nessa idéia encaixamos uma contação d historia na qual cada um deveria contribuir com algum trecho . Durante este processo a conteceu uma curiosidade . Por se tratar de um espaço aberto ao publico uma senhora aproximou-se de nós e perguntou-nos se eramos um grupo de teatro . Confirmada a resposta ela começou a nos contar sobre um livro que havia escrito com diversas releituras de trabalhos infantis. Dentre elas exemplificou ( detalhadamente ) sua percepção da " Branca de neve " numa ótica psicológica do conto. Dissemos que se ela desejasse poderiamos incorporar seu trabalho em algum exercício cênico. Tudo parecia fluir bem até que , aparente mente a mulher deixou de considerar uma propósta interessante assim que soube que apresentavamos um perfil amador . Cada um com seus conceitos .
O cair da tarde nos conduziu até a parte coberta do quinto andar . Lá demos continuidade com uma memorização de nomes através de um exercício basico de palma e rítmo . Seguimos com um " ZIP/ZAP " . precisamos repeti-lo pois permanecemos no estagio inicial de codificação de signos. Usei um objeto para materializar a corrente energética , mas após retira-lo encontramos novamente dificuldades na abstração .
Para finalizar o Lucas sugeriu um exercício chamado de ( Nós 4 ) . Assemelhasse ao escravos de Jó enquanto cordenação e rítmo. Mas o grau de dificuldade nos foi mais desafiador devido a aceleração da musica. Encerramos com uma despedida dando as mão e gritando uma palavra ao erguer os braços . Escolhemos " Amizade " .
Ainda somos retalhos. Hoje pusemos a linha na agulha. Começa aqui uma costura que podemos levar o resto dos nossos dias . Espero que essa Colcha jamais finde e receba a cada dia uma nova fazenda de estampa diferente, com nova textura e nova cor.

Escrito por Gyan Celah .

sábado, 11 de outubro de 2008

Colcha de Retalhos

O grupo de teatro amador colcha de retalhos , baseia-se na costura da vivência de seus integrantes com as artes dramáticas , visando desenvolvimento de técnicas corporais e vocais que facilitem no processo de elaboração cênica. unindo os ideais e interesses de seus integrantes para que juntos possamos praticar teatro , crescendo a cada dia como pessoas e profissionais da arte cênica .

Comunidade do grupo:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=66847225